Às vezes, quando a gente está começando algo novo, o coração vai na frente e a segurança ainda vem atrás. A gente quer acertar, quer agradar, quer não perder a venda, quer não parecer “cara”, quer não ser julgada… e, nesse movimento cheio de boa intenção, pode acabar dizendo algo que não representa exatamente quem somos ou o valor real do que oferecemos. Não é maldade. É medo. Medo de vender, medo de não ser escolhida, medo de ouvir um “não”. E o medo, quando fala mais alto, confunde a nossa comunicação. Ele faz a gente se explicar demais, se diminuir, justificar o preço, o valor, o trabalho. E, às vezes, do outro lado, a pessoa interpreta pelo lugar dela — não pelo nosso coração. Isso faz parte do aprendizado. Quem empreende aprende errando, ajustando, sentindo, recalculando a rota. Não existe começo perfeito, existe começo verdadeiro. Cada conversa é um treino de maturidade emocional. Cada silêncio do outro é uma oportunidade de fortalecer a própria segurança. Nem todo afastam...